Paciência e Compreensão
Imaginem que sou uma pessoa pós-moderna: consciente e militante, luto contra os males do mundo e exijo respeito ao ser humano. Daí Fulano, pessoa muito amada, decepciona-me com violência. Diante disso, tenho duas escolhas: ou agir contra Fulano, ou agir contra a violência. Se escolho a primeira opção, posso tranquilamente descer a porrada no infeliz, já que o problema não é a violência em geral: é a violência de Fulano contra mim. Deixo de lutar contra os males de mundo, lutando apenas contra os males que me fazem. Deixo de exigir respeito ao ser humano, exigindo apenas que me respeitem. Deixo até de amar Fulano, amando só a mim. Enfim, exerço minha paradoxal pós-modernidade, acreditando que o mundo sou eu. Por outro lado, se escolho a segunda opção, necessariamente preciso agir por outro meio não-violento, frequentemente com paciência e compreensão - as quais, ao contrário do que muitos pensam, são a melhor arma contra as deficiências morais. Compreendo quanto é fác...