Embora eu saiba que, para muitos, minhas opiniões sobre Tim Burton são sempre meio suspeitas (por conta da minha paixão pela força imagética de seus filmes), preciso compartilhar uma hipótese que não me sai da cabeça há algum tempo. É que tenho visto em "Alice in Wonderland" (2010) muito mais do que uma fraca adaptação de um livro: penso que a história de Lewis Carroll foi mero pretexto para Tim Burton fazer uma escancarada releitura de imagens e questões subjetivas já abordadas em outra grande obra sua, "Big Fish" (2003), filme que também recorre à deliciosa fronteira entre realidade e fantasia. Por favor, leiam e digam se minha hipótese é plausível (ou se estou ficando louco). Obs.: o texto contém spoilers. O estopim de ambas as estórias é, no "plano da realidade", o processo de morte de um pai fantasioso e visionário . Alice perde o pai que era considerado louco tal como está prestes a ocorrer com Will, filho do figuraça Edward Bloom. A mor...