Primeira aula de dança dos dois. Uma música começou a tocar. Tinham que fazer aqueles movimentos todos. Desajeitados e concentrados, faziam o que podiam e ocasionalmente se trombavam. Tanto que começaram a rir. E o sorriso dela era lindo. E os olhos dele também. Vieram mais músicas. Gostavam cada vez mais daqueles movimentos e trombadas. As risadas eram agora conversas sobre as tarefas e músicas em comum, cada vez mais difíceis e animadas. E de repente estavam abraçados, dançando uma música muito bonita e lenta, de passos vagarosos e curtos. Música bonita, nova, a favorita deles. Ela sentiu os olhos dele nos olhos dela, surpresa, e ele sentiu os lábios dela nos lábios dele, sorridentes. Como naquelas trombadas despretensiosas, que também foram se repetindo. Mais. E mais. À medida que as músicas ficavam mais alegres e mais agitadas, os passos ficavam mais desafiadores. O mais difícil era aquele de soltá-la para o ar. Ela teria que rodopiar e voltar aos braços d...