"Ser um “cidadão do nosso tempo” é essencialmente afirmar com todas as forças não suportar a mentira e a injustiça, e em seguida, dizer que a verdade é relativa e que não existe certo e errado." ( Edson Camargo )
Alguns amigos criticam a literatura contemporânea por ser apenas uma brincadeira de forma que não reflete a sociedade em que está inserida. Criticam sua falta de engajamento e seu esvaziamento de sentido. Creio que não há melhor reflexo que este.
Foi naquele dia que se apaixonou. Sua vida mudou para sempre. Depois de percorrer os corredores da biblioteca municipal e redescobrir aquele velho livro, a primeira grande leitura da sua vida, voltou para a mesa e começou a ler um texto qualquer. Foi nessa hora que sentiu a presença. Que olhos! Ali, na sua frente. Olhos grandes, vibrantes, carentes. Sentiu um arrepio, mas deixou pra lá e falou um oi desconfiado e muito simpático. Não ouviu resposta. O que ouviu, pouco depois, foi a pergunta de olha meu material? Automaticamente respondeu claro, até já, mas foi muito surpresa ver como aqueles olhos brilharam uma gratidão infinita! Tremeu. Como se fugisse do deslumbre, começou a olhar para qualquer lugar antes de olhar de fato para aquele material. Um gibi e um livrinho muito ilustrado e muito infantil. Quando os olhos voltaram, ouviu um agradecimento muito tímido e gaguejou um de nada muito encantado. Tudo muito. Era impossível ler o texto qualquer sem se deixar levar pelas garg...
CHEGA! Esperei tanto por este dia... esperava há dez meses atrás que hoje seria o "recomeço"... Enfim, confesso que surpreendi-me. O dia tão ansiado chegou, mas não haverá recomeço. Porque recomeçar é retomar algo parado. E nada ficou parado ao longo desses dez meses de "distância". Graças a Deus, avançamos. Aprofundamos ainda mais nossa cumplicidade, nossa leveza, nossa confiança, nosso respeito, nosso prazer na caminhada conjunta: passo-a-passo, dia-a-dia, mais-e-mais. E se Deus assim quiser, o abraço apertado no saguão do aeroporto será apenas mais uma decolagem deste vôo tão bonito e corajoso, ainda que cheio de escalas, ainda que turbulento nos maus tempos, ainda que escuro nas horas sem sol. Ainda que imprevisível. Afinal, faz parte dessa beleza corajosa a imprevisibilidade, o aperto, as manobras arriscadas, a reconquista cotidiana... o Amor, no sentido mais concreto e prático do termo! Ainda surpreende-me tanta cabeça nas nuvens e pés no chão, tanta for...
Obrigado, Vinícius!
ResponderExcluirAbração!