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O avesso das coisas, de Drummond

Qualquer um que me conheça minimamente advinha meu fascínio com os aforismos de O avesso das coisas , de Carlos Drummond de Andrade, e entende meu descontentamento com a respectiva ediçãozinha bonachona publicada pela Ed. Record. A começar pelas ilustrações de Jimmy Scott: de talento inegável, mas cujo ar exageradamente caricato destoa da refinada ironia melancólica do conjunto de máximas do autor, as quais humildemente ele batizou de "mínimas" em sua bela introdução. Isso, aliás, no mínimo me faz pensar: se até a Record é capaz de cometer esse tipo de erro, também é lícito eu conjecturar que o evidente desencaixe da edição ao seu conteúdo (similar ao corriqueiro sentimento de desencaixe do sujeito ao mundo, tão poetizado pelo autor) pode ser apenas uma maneira criativa de mostrar o tal "avesso das coisas" - neste caso, mostrar que até ao avesso da mais alta elegância literária pode haver uma imensa cafonice editorial. Mas o mais impressionante de tudo é perce...

A Tristeza, aos Otimistas de Espírito

Ao amigo Acacio Batista . Se fosse apenas mais uma em um grande jardim florido, por puro costume torpe da humanidade, talvez a nobre flor nem fosse notada - tal como seu pai Drummond, se houvesse mais poesia no mundo. A tristeza, aos otimistas de espírito, ou realça a beleza da alegria, ou mesmo a faz nascer.

A Companheira

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"(...) ao novo dia em harmonia, a sempre forte e meu suporte quando vacilo, porte tranqüilo, voz de carinho no meu caminho, leal, paciente constantemente (...)" Drummond um ano.