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Desafios Educacionais

A educadoræs. Dizemos que a vida é um constante aprendizado e temos absoluta certeza da importância de desafiarmos nossos educandos, mas poucas vezes gostamos quando esta mesma vida, nossa grande mestre, desafia-nos cada vez mais.

Foco

Menos naquilo que já sei; mais naquilo que hei de aprender e, principalmente, de ensinar.

Imagine o nutricionista

Imagine o nutricionista dizendo que você precisa comer, que precisa comer e ponto, sem dizer o quê, nem para quê, nem quanto. Seria tão incompleto quanto quem diz aos outros que é importante ler, que é importante ler e ponto. Agora imagine o nutricionista dizendo que você precisa comer arroz com feijão, pois é uma combinação que provavelmente surgiu no Brasil entre o arroz consumido em Portugal e o feijão já consumido pelos índios; ou que o Brasil foi o primeiro país sul-americano a cultivar o arroz, chamado até então de milho d'água, e tudo o mais. Seria tão maçante e irrelevante quanto o professor que ensina apenas períodos literários aos alunos.

Aprendizado

Foi naquele dia que se apaixonou. Sua vida mudou para sempre. Depois de percorrer os corredores da biblioteca municipal e redescobrir aquele velho livro, a primeira grande leitura da sua vida, voltou para a mesa e começou a ler um texto qualquer. Foi nessa hora que sentiu a presença. Que olhos! Ali, na sua frente. Olhos grandes, vibrantes, carentes. Sentiu um arrepio, mas deixou pra lá e falou um oi desconfiado e muito simpático. Não ouviu resposta. O que ouviu, pouco depois, foi a pergunta de olha meu material? Automaticamente respondeu claro, até já, mas foi muito surpresa ver como aqueles olhos brilharam uma gratidão infinita! Tremeu. Como se fugisse do deslumbre, começou a olhar para qualquer lugar antes de olhar de fato para aquele material. Um gibi e um livrinho muito ilustrado e muito infantil. Quando os olhos voltaram, ouviu um agradecimento muito tímido e gaguejou um de nada muito encantado. Tudo muito. Era impossível ler o texto qualquer sem se deixar levar pelas garg...

Filosofia para a Sala-de-Aula

G.K. Chesterton (Daily News, 22 de junho de 1907) Fonte: HOTTOPOS Tradução de Gabriele Greggersen O que o homem moderno precisa compreender é simplesmente que toda a argumentação começa com uma afirmação ponto-de-partida; isto é, com algo de que não se duvida. Pode-se, é claro, duvidar da afirmação base, mas, nesse caso, já estaria dando início a outra argumentação diferente, propondo que se parta de outra suposição. Todo argumento inicia por um dogma infalível, e esse dogma absoluto, por sua vez, só pode ser discutido, se recorrermos a outro dogma infalível: nunca se pode provar o primeiro ponto-de-partida (senão não seria ponto-de-partida). Este é o be-a-bá do raciocínio lógico. E tem esta vantagem especial de que pode ser ensinado na escola, como qualquer outro be-a-bá. Não dar início a qualquer discussão sem antes declarar abertamente os postulados de cada um, é uma regra a ser ensinada tanto na filosofia, quanto na matemática de Euclides, ou em qualquer aula comum, u...