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Canção Simples

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<p>Vídeoclipe da música Canção Simples, de Tiago Bettencourt & Mantha "...e sentir que somos dois, mas que juntos somos mais. (...) Fazes muito mais que o sol." Ju, feliz dia dos namorados! =-]

O Tempo

Sempre concordei com quem diz que "o tempo" é o culpado das ausências: sentimos falta (presente) daquilo que já vivemos (passado) e/ou daquilo que almejamos viver (futuro). O problema é que, em plena época de profunda "falta de tempo", as ausências de pessoas e momentos insistem em permanecer, talvez até em maior grau. Assim, já não sei se a culpa é do tempo, ou da falta dele, ou simplesmente de cada um de nós.

Dos males, o menor

"Dos males, o menor." Ainda que ruim, seria melhor do que "o banco das melhores taxas".

Sem contar o tipo que dá bom dia a todos e opinião a ninguém.

Sem contar o tipo que dá bom dia a todos e opinião a ninguém. É como igreja de turista: com a porta sempre aberta, mas limitada a visitas superficiais e passageiras.

O Valor da Leitura

Prometer comprar todos os livros que sua irmã caçula lhe pedir pode custar caro à beça. Deixar de arranjá-los pode custar muito mais.

Fogo do Céu

Não que as outras sejam menos impressionantes, mas uma das ideias mais emblemáticas da religião Evangélica é o perdão divino: quanto maior a culpa sentida pelo fiel, mais impressionado ele fica com o modo e a capacidade de seu Deus perdoá-lo e amá-lo incondicionalmente. É isso que garante tanta comoção e devoção. Do mesmo modo, o que mais impressiona e revolta às demais crenças não são os milagres, os relatos bizarros ou os paradoxos doutrinários – em outras áreas, fatos semelhantes são aceitos normalmente. O que mais estranha os olhos alheios, religiosos ou não, é a multidão de gente vivendo pautada pela noção de culpa. Necessariamente é preciso sentir-se (ou melhor, verdadeiramente ser ) culpado para entender, aceitar e proceder de acordo com os mistérios dessa crença – ou melhor, tentar viver de acordo com ela, porque atingir plenamente a santidade seria perder a culpa motivadora; em outras palavras, perder o Espírito Santo, responsável pela consciência da culpa e do pa...

Paciência e Compreensão

Imaginem que sou uma pessoa pós-moderna: consciente e militante, luto contra os males do mundo e exijo respeito ao ser humano. Daí Fulano, pessoa muito amada, decepciona-me com violência. Diante disso, tenho duas escolhas: ou agir contra Fulano, ou agir contra a violência. Se escolho a primeira opção, posso tranquilamente descer a porrada no infeliz, já que o problema não é a violência em geral: é a violência de Fulano contra mim. Deixo de lutar contra os males de mundo, lutando apenas contra os males que me fazem. Deixo de exigir respeito ao ser humano, exigindo apenas que me respeitem. Deixo até de amar Fulano, amando só a mim. Enfim, exerço minha paradoxal pós-modernidade, acreditando que o mundo sou eu. Por outro lado, se escolho a segunda opção, necessariamente preciso agir por outro meio não-violento, frequentemente com paciência e compreensão - as quais, ao contrário do que muitos pensam, são a melhor arma contra as deficiências morais. Compreendo quanto é fác...