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The Next Time Around

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Videoclipe da música The Next Time Around, da banda Little Joy. "if nothing ventured, nothing earned" de saída para Ilha Comprida! =)

Ano que foi, ano que vem

Ainda não me acostumei a escrever texto de passagem de ano. Poderia listar grandes acontecimentos ocorridos, como meu término de relacionamento de mais de dois anos com a Fundap, meu antigo emprego, lugar onde cresci demais em todos os sentidos e que me abriu diversas portas. Lugar que deixou saudade. Ainda falando em saudade, poderia escrever sobre a  volta de ma petite Juliana , de como seu intercâmbio foi uma experiência enriquecedora para nós dois e de como, mesmo longe, mantivemo-nos próximos, juntinhos, caminhando a passos vagarosos e firmes, lado a lado, nesse caminho abençoado e maravilhoso. De como, agora já com mais de dois anos de namoro , o respeito e a ternura continuam nos guiando, e de como ainda me surpreendo com cada qualidade julianística que vai se revelando no simples, no dia-a-dia, no cotidiano. Do quanto ela, Juliana, é uma espécie de luz que me faz enxergar, como num susto, a felicidade. Falando em sustos, poderia escrever sobre o baita susto q...

Para ser conciso

Para ser conciso, é preciso escrever muito.

J'Attendrai Le Suivant

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Curta-metragem J'attendrai Le Suivant, de Philippe Orreindy.

Por Amor

Talvez ambas, cigarra e formiga, nunca se toquem do quanto se amam. Se soubessem, talvez a cigarra tentasse acordar todo dia na mesma madrugada, em plena escuridão do amanhecer, para ir lá, bocejante e desengonçada, tentar acompanhar a incessante marcha operária da outra em busca de folhas sem fim. Cumpriria o papel ridículo de saltitar em meio aos passos firmes e ligeiros de miúdas patinhas incansáveis, terminando a jornada entalada, em plena entrada do formigueiro, empacando o caminho das demais sem trazer uma mísera folhinha. Tudo por amor. Sem contar que talvez a formiga abandonasse o trabalho da vida toda para ficar ensaiando músicas ao longo do dia, desafinando agudos incorrigíveis nas suas rimas pobres de amor e dor. Cumpriria o papel ridículo de questionar ao sol e à lua como, de repente, a outra deixou de procurá-la nos invernos esfomeantes, e terminaria expulsa do formigueiro e desamparada no frio da solidão. Tudo por amor. Cada uma, pouco a pouco, deixaria de s...

Caminhada

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Acerta quem diz que o melhor do caminho é a própria caminhada. Em um caminho campestre, por exemplo, é realmente indispensável saber apreciar o perfume das flores, o canto dos pássaros, a imponência delicada das árvores frondosas. Indispensável viver o presente, colher o dia, não apenas saudosar verões ou projetar invernos. Sobretudo quando tal caminhada é metáfora do amor. Erra, no entanto, quem esquece que o caminho só existe quando leva de um lugar a outro. Que o caminho leva tempo. Afinal, não fossem um ponto de partida e um ponto de chegada, nem haveria caminho; bem como, não fosse o tempo, nem haveria pássaros, flores, árvores. É impossível colher um dia não plantado. Há quem defenda a total falta de perspectiva, um simples ir-levando, e a esses resta um mero vagar, não a caminhada em sentido pleno. Resta um vagar como a folha que o outono seca e leva, não a alegria primaveril das flores ao sol diário, os laços íntimos dos pássaros nos ninhos e nas nuv...

Os gêneros breves

"Os gêneros breves, quando bem praticados, exigem mais que os exaustivos, tanto de quem os comete como de quem os lê. Um aforismo, isto é, duas ou três linhas de pensamento concentrado, dá ao bom leitor mais trabalho que muitas e muitas páginas de prosa corrida. Justamente porque o interesse de quem o escreve é de que o leitor faça por si todo o caminho feito por ele até a fórmula. Um aforismo começa a ser lido depois que se o lê. Já na prosa mais pormenorizada, ao contrário, tudo está lá. Acabada a leitura, resta a impressão. Engana-se por isso quem a julga mais pesada. Ao fim de um dia, alguém cansado não há de se aproximar, prioritariamente, de um Lichtenberg, mas de um romancista ou um ensaísta qualquer, sob pena de não tirar proveito algum do que vai lendo. Outro engano: o de imaginá-la mais demorada. Inversamente, cem páginas de bons fragmentos demandam, além de mais empenho, muito mais tempo do que, digamos, cem páginas de um contorcido Proust. Porque cada frase de um afo...