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Filosofia para a Sala-de-Aula

G.K. Chesterton (Daily News, 22 de junho de 1907) Fonte: HOTTOPOS Tradução de Gabriele Greggersen O que o homem moderno precisa compreender é simplesmente que toda a argumentação começa com uma afirmação ponto-de-partida; isto é, com algo de que não se duvida. Pode-se, é claro, duvidar da afirmação base, mas, nesse caso, já estaria dando início a outra argumentação diferente, propondo que se parta de outra suposição. Todo argumento inicia por um dogma infalível, e esse dogma absoluto, por sua vez, só pode ser discutido, se recorrermos a outro dogma infalível: nunca se pode provar o primeiro ponto-de-partida (senão não seria ponto-de-partida). Este é o be-a-bá do raciocínio lógico. E tem esta vantagem especial de que pode ser ensinado na escola, como qualquer outro be-a-bá. Não dar início a qualquer discussão sem antes declarar abertamente os postulados de cada um, é uma regra a ser ensinada tanto na filosofia, quanto na matemática de Euclides, ou em qualquer aula comum, u...

Insatisfações?

 by Juliana Peres: "Sim! é maravilhoso!  mas acho também que a gente deve se dar o direito de não se contentar tanto sempre. Eu sempre fui muito rígida com isso comigo, mas de uns tempos pra cá, acho que não dá pra cair tanto no outro extremo. Que não dá pra se obrigar a cair no outro extremo. Que as insatisfações existem e, paciência, a gente não precisa ficar sempre brigando com elas . O  que não pode, o que não dá, é achar que elas são, então, o centro da vida! Que tuuuudo é ruim! E que tudo gira em torno disso, e então, pronto, cabô, que droga de vida! rsrsrs. Isso eu acho péssimo! Aí não dá! A vida tem um montão de coisas boas e bonitas e pessoas adoráveis ao nosso redor também!" Que neste ano não sejamos alienados que tentam ignorar as coisas ruins, mas que também não sejamos alienados que não vêem o tantão de coisas boas ao nosso redor! ;-)

Silêncio e Alegria

"O silêncio é o mais eloqüente arauto da alegria. Pequena seria a minha felicidade, se eu pudesse dizer quanto ela é grande."  William Shakespeare - Muito barulho por nada  =-]

O Sonho

Foi inesquecível. Cada sorriso e perfume e gargalhada e silêncio contemplativo não eram apenas um momento: eram a concretização de anos de expectativa e sonho. Aliás, sonho?! Sim, chegou até a duvidar de que tudo aquilo era real, mas logo lembrou que essa tal história de coisa boa só acontecer em sonho é puro clichê de mini conto. Sorriu. Era tarde, por isso despediram-se. Foi para a sua casa contando as horas para a manhã seguinte chegar. A viagem seria longa, por isso tinham combinado de aproveitar cada momentinho possível na manhã seguinte. Assim, chegando em casa, mal adormeceu e já ouviu o despertador programado pra muito antes, já que o medo de atrasar era assustador. Tomou o banho, tomou o café, tomou o ônibus, enfim, tomou coragem, muita coragem, e lá foi. Quem também foi embora foi o medo de chegar tarde, já que, chegando lá, viu o sonho real: lá estava em frente à porta, sorrindo, em silêncio, apenas esperando o abraço. Correu largando as lágrimas, até parar e ouvir o s...

A Bolha

Era linda, a bolha. Refletia-se com seu brilho arqüirisante, fascinal. E os ólhos, sóis da manhã. Flutuava entre os cotidianos, magical. Quê, mistério, complexo. Ao lado, em baixo, baixinho, espionava a sensacional. Sentia o calor dos sóis nos seus, as cores diversas, o brilho, todo o mistério dentro daquilo, bolha. Tremia. Era longe, era ilusão. Espionava-a, quietinho, e sentia borboletas quando um brilho, uma faiscazinha, correspondia. Até parece! Criou coragem. Era preciso pular muito, mesmo, para alcançá-la. Não por causa dela, que agora se colocava à sua altura, chamando-o inhamente. Ele que colocava-se baixinho, quietinho; era consciente, tadinho. Sabia, se a tocasse, explodiria, oras, como de sabão. Sabia! Assim são as bolhas, de outro mundo, irreais. O encanto partiria. Tentou, apesar, esperançoso, iludido: Puf! Mesmo assim, é, bem, os sóis, nascem toda manhã. É que é tudo dôido, doído, acentuadíssimo. Sorriso de vida, eterno como a esperança permanente, estranha...

Montanha Russa

A fila chegou, e lá estavam na Montanha Russa. Ele, e ela, os dois. Ele, o mais velho, quase experiente, só com borboletas de barriga, cotidianas. Ela, desesperada, querendo ir, arrependida, temida disso, a irmãzinha. Ele tentava acalmá-la. Falava, e falava, e falava. Não queria mentir, e isso só atrapalhava. Bem, até ele tinha um medinho. Ela, que já tinha tido medos, e gostado depois, não queria acreditar nisso, de novo. Simples. Foram. A alegria da coragem era choro: chorava. Ele, que sempre com o medinho, sempre agarrado na barra, hoje não. Apenas segurava-a ela, forte, quase solto de si, por ela, por ela. Seria de arrepiar. Ele, porém, não sentia medo nenhum. Apenas queria vê-la gostar, muito. Foi-se, se foi, foram, findando, findado. No fim, o choro, foi sorriso, nos dois, de exclamação! Ela, gostava de medo superado! Que corajosa! Ele, pela primeira vez, sem medinho algum, apesar do risco corrido. Ainda teve tempo de pensar, de concluir, só para si, sem arte, que quand...

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